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A Professora Helena Carreiras tomou posse como Reitora do Iscte, tal como os membros da sua equipa, para o mandato 2026-2030. Fazem parte da nova equipa:

Jorge Costa – Vice-reitor para a Investigação e Desenvolvimento Organizacional

Sofia Vale – Vice-reitora para a área das Finanças e Património

Helena Carvalho – Vice-reitora Desenvolvimento Curricular, Qualidade e Sustentabilidade

Luís Ducla Soares – Vice-reitor para as Infraestruturas e Modernização Tecnológica

Ricardo Paes Mamede – Vice-reitor para a Internacionalização e Expansão Universitária

Teresa Grilo – Vice-reitora para o Ensino e Gestão Académica

Sibila Fernandes – Pró-reitora para a Inclusão, Bem-estar e Qualidade de vida e

Nuno Nunes – Pró-reitor para a Ligação à Sociedade

Antes do juramento discursou Pedro Norton, como orador convidado, e Suzana Toscano, na qualidade de presidente do Conselho Geral do Iscte. Pedro Norton falou sobre o futuro da democracia, enquanto Suzana Toscano fez um retrato do que é hoje a nossa universidade.

No seu discurso, Helena Carreiras (que sucede no cargo a Maria de Lurdes Rodrigues) evocou os desafios comuns que se colocam hoje aos regimes democráticos e às universidades, “provocados pela cultura de desinformação, desconfiança face ao conhecimento académico e desvalorização a ciência”, desafios aos quais pretende responder com reforço da interdisciplinaridade e permanente ligação à sociedade.

A nova reitora promete também reforçar as ligações entre as cinco Escolas do Iscte. Elegeu como objetivo estratégico valorizar a inovação pedagógica e colocar o Iscte no topo das que realizam” cruzamento de saberes”. Simultaneamente, o pensamento crítico e a curiosidade serão características a serem permanentemente estimuladas nos estudantes.

Perante a nova realidade que é a Inteligência Artificial, “o Iscte assume-se como uma universidade que pensa a IA como complemento, e não substituto, do pensamento crítico: a nossa grande aposta na tecnologia coloca-a ao serviço da criatividade e da inovação”.

Quanto ao futuro, a Reitora enunciou três prioridades:

 1. “Cuidar das pessoas, “das condições de trabalho e bem-estar dos docentes e investigadores, do pessoal técnico e administrativo e dos estudantes. Porque só pessoas que trabalham com condições, e convivem com qualidade, conseguem ter espaço e tempo para sonhar, criar e inventar”.

2. “O foco na qualidade do ensino e da investigação, apostando na sua natureza interdisciplinar e na inovação pedagógica, como motores do desenvolvimento”.  E se “têm sido bastante debatidos os riscos de uma utilização acrítica e passiva da IA – riscos que são reais – as oportunidades que abre são igualmente reais: como ferramenta de ensino, aprendizagem, investigação, e na otimização de processos organizacionais. “

3. “Alavancar a relação com a sociedade, produzindo valor na região e no País. Isto exige transitar de um paradigma de transferência de conhecimento para um paradigma de cocriação de conhecimento.”