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UMinho requalifica Reitoria e transfere Arquivo Distrital para novas instalações
Diário do Minho   
13 Julho 2012
A Universidade do Minho vai reconverter o edifício do largo do Paço, onde tem instalada a Reitoria e alguns dos seus serviços centrais, para o transformar num espaço mais aberto à sociedade e especialmente dedicado à fruição e à divulgação cultural. Tais trabalhos vão significar a transferência para outro edifício da cidade do Arquivo Distrital de Braga.

Em tempo de "vacas magras", o projeto conta com o apoio oficial do Governo que, em vez de atribuir um subsídio, se compromete a disponibilizar os meios técnicos e humanos à Universidade do Minho, além de ficar com a incumbência de elaborar os projetos de arquitetura.

O protocolo que estabelece as regras desta parceria entre o Estado e a UMinho foi assinado ontem, numa cerimónia que deveria ter sido presidida pelo secretário de Estado da Cultura. Porém, durante a visita guiada ao Paço, António José Viegas sentiu uma indisposição, teve de receber assistência médica e pouco depois regressou a Lisboa. Como tal, os documentos foram assinados pelo Reitor e pela diretora Regional da Cultura do Norte, Paula Silva.

O projeto prevê a requalificação e remodelação dos serviços da Reitoria, que continuará a ter no edifício do Paço a sua sala para cerimónias protocolares. No entanto, os gabinetes do reitor e da sua equipa serão transferidos para Gualtar e para Azurém, tal como os serviços centrais da Universidade do Minho.

A principal novidade é a criação de um espaço dedicado à leitura, a Casa dos Leitores. Todo o edifício será visitável enquanto espaço museu. O objetivo é abri-lo ainda mais à sociedade e fazer dele um importante polo cultural de Braga, capaz de acolher eventos múltiplos.

Quanto ao Arquivo Distrital de Braga, será instalado num imóvel da rua Abade da Loureira, próximo do Mercado Municipal, onde em tempos já funcionou o Instituto de Educação da academia minhota. Refira-se, a este propósito, que a Direção Regional a Cultura do Norte já está a elaborar o projeto.

«Investimento de milhões para cinco a seis anos»
O projeto que a Universidade do Minho ontem apresentou vai significar um investimento de muitos milhões e irá demorar vários anos até estar concluído. De acordo com o reitor António Cunha – que reconheceu estar a fazer uma «previsão otimista –, os trabalhos planeados deverão tardar «entre cinco a seis anos». «Sabemos como são as coisas em Portugal», acrescentou.

Trata-se de um investimento avultado, em relação ao qual ainda há incertezas. «Estaremos a falar num investimento que ronda uma dezena de milhões de euros», admitiu António Cunha, acrescentando que, em breve, será apresentado «o parceiro financeiro», em princípio, a Caixa Geral de Depósitos.

 
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