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Universidades colaboram com operadores turísticos para modernizar o setor
Diário As Beiras   
29 Junho 2012
Encontrar o ponto de equilíbrio entre a aposta no turismo sustentável, sem cair no risco de arruinar o negócio, é o grande dilema que se coloca aos operadores do setor. Este tema foi motivo de debate ontem na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Coimbra.

As universidades foram chamadas a dar o seu contributo através da Rede de Cooperação de Investigação e Desenvolvimento (I&D) para o Turismo, com a presença dos docentes Victor Ferreira (cluster habitat sustentável, bem como Manuel Pinheiro e Carlos Alegria (Instituto Superior Técnico), este último também proprietário do Hotel Vale do Rio (Oliveira de Azeméis).

Avaliação do comportamento do mercado turístico
Luís Costa, diretor do Turismo de Portugal (entidade organizadora), disse "acreditar que o futuro passa por controlar o efeito negativo do turismo sobre o ambiente", mas também é necessário avaliar "até que ponto o mercado recompensa esta aposta".

Sustentabilidade ambiental tem casos de sucesso na região
António Martins, do Turismo Centro Portugal, fez questão de realçar três grandes projetos sustentáveis e com sucesso, em desenvolvimento na região: o Geopark do Tejo internacional, no distrito de Castelo Branco, reconhecido pela Unesco como (mico na Península Ibérica; o projeto Bioria, na orla costeira junto a Estarreja; e as ações que têm sido levadas a cabo na Mata Nacional do Buçaco.

Embora se esteja a falar de respeito pelo ambiente e pela paisagem natural, isso não implica a ausência completa de tecnologia. Bem pelo contrário. A Rede de Cooperação I&D para o Turismo, constituída no âmbito do Polo de Competitividade e Tecnologia "Turismo 2015", é fundamental.

A sua coordenadora, Isabel Ferreira, identifica cinco projetos âncora onde, para além da Rede I&D, se integra a construção sustentável e aplicações informáticas, certificação de formação, campanha de promoção internacional, base de dados com o registo nacional de todos os operadores do setor e desenvolvimento de um sistema de produção de normas legais que visa a certificação de qualidade.

É também esta entidade que gere as candidaturas de financiamento comunitário para projetos de reconversão ou requalificação hoteleira, bem de promoção de atividades de animação.

Cerca de 200 candidaturas apresentadas
O mais recente prazo de candidatura dos operadores a financiamento registou cerca de duas centenas de inscritos, que aguardam aprovação, sendo que os resultados serão anunciados em agosto.

Dois dos projetos apoiados numa das anteriores candidaturas são o Skygarden do jardim Botânico de Coimbra e o Hotel (5) da Sertã, cuja inauguração está para breve. Isabel Ferreira sublinha que a finalização destes e outros projetos, dois anos após terem começado, são "uma montra do trabalho realizado, dando visibilidade ao Polo de Competitividade e Tecnologia. Entretanto, no âmbito da concretização de estratégias de eficiência coletiva, o Turismo 2015 vai promover a 23 de outubro, na Fundação Bissaya Barreto, um encontro entre as entidades de turismo e outros setores e clusters da economia nacional para discutir oportunidades de transferência de conhecimento e sinergias que possam funcionar em nome da competitividade e internacionalização de Portugal.

 
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