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Diferenciar a nota - entrevista a José Ferreira Machado
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30 Maio 2012
José Ferreira Machado, diretor da Nova School of Business and Economics (Nova SBE) defende o mestrado como uma estratégia de carreira.

Quais as principais questões que os alunos colocam quando procuram um mestrado e/ou MBA?
Na Nova School of Business and Economics (Nova SBE) temos Mestrados em Gestão, em Economia e em Finanças, e ainda um Mestrado em Gestão Internacional - conhecido como CEMS MIM (Master's in International Management). São mestrados de 2.° ciclo, criados em sequência do Processo de Bolonha. Estão abertos a candidatos que tenham licenciatura em qualquer área de estudo, desde que possuam um bom domínio da matemática, e que ainda não tenham experiência profissional. Tipicamente são procurados por jovens que acabaram a licenciatura e desejam continuar os estudos, aprofundando-os em determinada matéria e já tendo em vista a inserção no mercado profissional no final do curso.

São, portanto, alunos que já têm uma perspetiva da área em que querem trabalhar e com interesse em conhecer o programa, os conteúdos que vão estudar, a qualidade dos docentes com quem vão ter aulas, as perspetivas de emprego e o apoio da escola no alcance desse objetivo que é a empregabilidade.

Noutra vertente, temos também o Mestrado em Gestão para Profissionais de Recursos Humanos e o Mestrado em Direito e Gestão. Estes são Executive Master Programs — lecionados no âmbito da Formação de Executivos da Nova — e são programas de especialização desenvolvidos para o aprofundar de conhecimentos nas respetivas áreas, concedendo o grau académico de mestre. Normalmente são procurados por pessoas que já têm experiência profissional, quadros médios de empresas, por vezes financiados pelos próprios empregadores, com o objetivo de alargarem o leque de competências e visão estratégica e de negócio de modo a poderem melhorar o seu desempenho e contributo para as organizações em que estão inseridos.

O que procuram as universidades oferecer nestes cursos?
Na Nova SBE temos tido uma preocupação fundamental em diferenciar os nossos mestrados desenhando-os com uma forte componente prática. Para além de conhecimentos teóricos mais aprofundados em certas áreas, os nossos mestrados incluem formação específica num conjunto de competências relevantes para o processo de procura e de escolha de emprego e com uma grande ligação às empresas. O Nova SBE Career Development Program faz a ponte com o mundo empresarial através de várias atividades, incluindo módulos de carreiras (em que, durante três dias os alunos estão em contacto direto com empresas recrutadoras), uma Feira de Carreiras, um programa de mentoring (Mentoring Young Talent to Achieve) e os acessos dos alunos ao Simplicity — uma porta para o mercado de trabalho, ao dual mais de 500 empresas têm acesso direto. O Career Management Office da Nova SBE - em 10.º lugar no ranking do Financial Times em termos de colocação de alunos no mercado de trabalho - desenvolve ainda uma série de iniciativas regulares que garantem a ligação dos alunos de mestrado ao universo empresarial, como "business games" e apresentações de empresas.

Temos uma grande preocupação em promover atividades no âmbito dos mestrados para desenvolver competências pessoais que os recrutadores valorizam como sejam - autoconhecimento, iniciativa, proatividade, polivalência, orientação para resultados e a capacidade de resolver problemas e trazer soluções, capacidade de trabalhar e liderar equipas.

No caso dos Executive Masters, em concreto no Mestrado em Gestão para profissionais de recursos humanos, proporcionamos aos participantes a capacidade de entender o processo de gestão de recursos humanos na perspetiva da empresa e dando ferramentas que potenciem o diálogo com profissionais de outras áreas de gestão. É, neste sentido, um curso de gestão para profissionais de recursos humanos. Aliás, a especificidade do Mestrado decorre precisamente do facto de se tratar de um programa destinado a alargar o leque de competências e motivações dos profissionais de recursos humanos, ajudando-os a criar condições para atuarem como "trusted advisors" do CEO e a terem uma presença mais frequente nos Conselhos. Já no Mestrado em Direito e Gestão a ideia-chave é complementar a formação de base de' juristas com uma formação aplicada em economia e gestão já que muitos juristas atuam num contexto em que o Direito surge interligado ao meio económico e empresarial.

Que conselhos dá a quem pondera avançar para este tipo de formação?
Considero que a questão fundamental é entender o mestrado como uma estratégia de carreira, o que implica uma seleção criteriosa deste programa.

Todos os nossos mestrados são reconhecidos internacionalmente seja pelo mais prestigiado ranking de mestrados - o ranking do Financial Times (um deles, o CEMS Master's ia International Management é considerado o 2.° melhor do mundo), como pelo ranking da Eduniversal, no caso do mestrado em Economia. Isto significa, muito resumidamente, que os programas em questão têm qualidade em termos dos seus conteúdos, do corpo docente, das perspetivas de emprego que dão aos alunos no final do curso. A decisão não está tanto em fazer um mestrado ou não, mas sim em escolher o mestrado certo.

Na Nova SBE temos tido uma preocupação fundamental em diferenciar os nossos mestrados desenhando-os com uma forte componente prática. Para além de conhecimentos teóricos mais aprofundados em certas áreas, os nossos mestrados incluem formação específica num conjunto de competências relevantes para o processo de procura e de escolha de emprego e com uma grande ligação às empresas.

O mesmo se passa a nível de formação de executivos - esta preocupação em ligar o que é ensinado na sala de aula àquilo que as empresas procuram, desenhando programas relevantes para as organizações é transversal a todos os nossos programas. E também a este nível, a formação da Nova SBE é reconhecida internacionalmente, a Nova Executive Education foi esta semana considerada uma das 50 melhores do mundo pelo ranking do Financial Times para Executive Education, um resultado notável tendo em conta que entrámos para este ranking há apenas um ano.

 
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