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CRUP
 
Universidade dá empurrão
Jornal de Notícias   
16 Maio 2012
Dificilmente se poderia escolher melhor projeto para ilustrar o objetivo dos iUP25K do que o TerMonitor. É uma proposta inovadora a nível mundial, idealizada por três portugueses e um cubano de diferentes formações académicas (Engenharia, Medicina e Biologia Molecular e Celular), todos alunos da Universidade do Porto e que foram apresentados entre si pelos respetivos orientadores de teses.

António Silva, Miguel Neves, Eduardo Tejera e Mana Granja estão a criar uma aplicação que permitirá utilizar a termografia (medição de temperatura por imagem) em diagnósticos médicos.

Prevenção de chagas
Apesar de poder vir a ser utilizada em outros contextos clínicos, o exemplo escolhido para a apresentação dos benefícios da termografia foi o das úlceras de pressão. São as vulgarmente chamadas chagas, maioritariamente provocadas por longos períodos de internamento nos cuidados continuados e que são a terceira patologia mais dispendiosa do mundo.

"Usando a termologia torna-mos visível o que para os nossos olhos é invisível e podemos, assim, detetar, sem contacto direto como paciente, as zonas onde as úlceras de pressão se tenderão a desenvolver e prevenir o seu aparecimento", explicou António Silva.

Porém, pode servir para muito mais aplicações. Há muitos contextos clínicos que podem vir a ser explorados. Já temos resultados muito encorajadores. Agora é uma questão de explorar mais. E já temos o empurrão que necessitávamos para fazer isso", disse Miguel, referindo-se aos 15 mil euros de prémio que ontem foram entregues à equipa na Reitoria da Universidade do Porto. Com este "empurrão", o grupo vai, agora, terminar os estudos, consolidar parcerias e tentar por o projeto em prática o mais cedo possível.

Segundo estimativas dos próprios, a primeira empresa mundial de termologia clínica, fornecendo as câmaras termográficas, bem como as aplicações para leve processar as imagens, será portuguesa e poderá avançar já no início de 2013, prevendo-se os primeiros lucros em 2016.

"Jovens têm de ir à procura do seu lugar" - Jorge Gonçalves Vice-reitor para ID&I da Universidade

Qual é o objetivo desta iniciativa?
É um desafio para aplicarem uma metodologia que os vai ajudar, ao longo da vida, a avaliar bem as ideias, para quando acharem que têm ideias para andar, poderem facilmente organizar um plano de negócios e avançar. A Universidade tem a obrigação de ajudar os estudantes a saber lidar como risco.

Nos tempos de hoje é inevitável ter de arriscar?
A sociedade portuguesa estava menos exposta à concorrência e, até há pouco tempo, sempre tivemos a nossa área de conforto. Agora, os jovens não têm outra alternativa senão irem à procura do seu lugar e a sociedade, especialmente aqueles que não foram obrigados a ter de enfrentar este risco, têm a obrigação de ser solidários para os ajudarem a ser mais bem sucedidos.

 
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