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Na 1ª fase de candidatura ao ensino superior foram preenchidas 91, 5 % das vagas disponíveis nas Universidades Públicas. O que corresponde a 27226 novos universitários.
A publicação dos resultados das candidaturas da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior definiu a colocação de 40 415 estudantes nas universidades e institutos politécnicos públicos. Este número, que é o mais baixo desde 2007, foi condicionado pela redução global de candidaturas. Na verdade, apresentaram-se a concurso este ano apenas 45 078 candidatos, o mais baixo contingente desde aquela data.
O número de estudantes colocados em 2012 corresponde a 89,6% das candidaturas. Em 2011 esse valor foi 90,6%. Em valores absolutos a diferença entre os candidatos, nos dois anos, foi de 1558 enquanto a diferença entre os colocados foi de 1828.
O número de candidatos a ocupar as vagas disponíveis no ensino superior está fortemente dependente de fatores externos ao próprio sistema de ensino superior e, nesta 1.ª fase de acesso, para a redução do número de candidatos terá contribuído o aumento de reprovações em diversas disciplinas do 12.º ano que são centrais no acesso ao ensino superior. Note-se que o acesso aos cursos de engenharia e de economia passou, a partir deste ano, a exigir como obrigatórias as disciplinas de matemática e de física e química, do 12º ano, o que introduziu uma maior exigência nos mecanismos de acesso.
Recorde-se que este ano, pela primeira vez, os alunos do ensino secundário foram obrigados a fazer todos os exames nacionais na 1.ª fase. Com médias negativas nas quatro provas mais concorridas e taxas de reprovação mais elevadas em sete das 25 disciplinas sujeitas a exames, foram muitos os que voltaram este ano a tentar a sorte na 2.ª fase dos exames nacionais.
O preenchimento das vagas disponíveis no ensino superior não se limita aos candidatos que se apresentaram à 1.ª fase do concurso nacional de acesso. Novas oportunidades existirão através das 2.ª e 3.ª fases deste concurso, dos concursos locais de acesso, dos concursos especiais (maiores de 23 anos, titulares de diplomas de especialização tecnológica, acesso ao curso de medicina por titulares de grau de licenciado) e, ainda, daqueles que beneficiam de regimes especiais (missões diplomáticas portuguesas no estrangeiro e missões diplomáticas acreditadas em Portugal, oficiais das Forças Armadas, bolseiros dos PALOP, praticantes desportivos de alto rendimento, estudantes naturais de Timor Leste e portugueses bolseiros no estrangeiro ou funcionários públicos em missão oficial no estrangeiro).
Apesar da análise dos resultados da 1.ª fase de candidatura ser parcial e não refletir a realidade completa do acesso ao ensino universitário, cumpre assinalar que, nesta fase, foram ocupadas 27 226 vagas, o que corresponde a 91,5% das 29 761 disponibilizadas pelas universidades públicas. Esta ocupação corresponde a 67,4% do total das vagas ocupadas nas instituições de ensino superior nesta 1ª fase.
As universidades públicas apenas estarão em condições de analisar por completo a taxa de ocupação das vagas disponibilizadas depois de terem sido esgotados os mecanismos dos vários regimes de acesso ao ensino superior.
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