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As universidades públicas portuguesas têm desempenhado um papel importante no desenvolvimento do nosso país. Têm-no feito com rigor, competência e isenção através de iniciativas que prestigiam Portugal no estrangeiro e que servem até de exemplo em numerosos fora internacionais. Esta capacidade de intervir em conjunto, baseada numa estratégia nacional de qualificação universitária da população portuguesa em estreita relação com o desenvolvimento científico e tecnológico, mobiliza efectivamente os melhores recursos nacionais, do Minho ao Algarve, incluindo o que há de excelente na Madeira e nos Açores.
A rede das universidades públicas portuguesas apresentou recentemente no Parlamento Europeu a sua posição, como parceira activa na preparação do novo quadro europeu 2014-2020 e tem produzido, em colaboração com várias entidades nacionais e estrangeiras, incluindo a European University Association, recomendações em áreas estratégicas como a autonomia universitária e a reorganização da rede de ensino superior.
As universidades públicas têm mantido uma actividade permanente na defesa da qualidade do ensino superior, no combate aos cortes orçamentais cegos e discricionários, na libertação dos processos burocráticos que espartilham o funcionamento das instituições e no apoio à acção social, para mencionar apenas as iniciativas com maior visibilidade.
As universidades públicas têm primado por uma gestão orçamental equilibrada e, no uso da autonomia de que dispõem, cada vez mais limitada, têm conseguido gerar receitas próprias, as quais, complementando a dotação do Orçamento de Estado, cada vez mais exígua, lhes permitiram, até aqui, manter níveis de elevada qualidade nas actividades educativas, científicas e de prestação de serviços à comunidade.
Mas, acima de tudo, a rede das universidades públicas tem actuado sempre com total independência em relação ao poder político ou a outros grupos de pressão. Têm-no feito a pensar em Portugal como um todo e sem protagonismos individuais ou locais. Ser reitor em Portugal no século XXI é uma missão difícil que exige um grande sentido de responsabilidade e, sobretudo, uma visão moderna do papel das universidades no mundo. O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) tem desempenhado, e continuará a desempenhar essa missão, com actos mais do que com palavras, na defesa intransigente do interesse nacional e da projecção de Portugal no mundo.
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