facebook small youtube small rss small
PortuguêsEnglish
CRUP
 
Ensino superior 'é grande demais' afirma reitor da Universidade do Porto
Diário dos Açores   
18 July 2012
O reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos, considerou ontem o ensino superior português «grande demais», congratulando-se com a redução do número de vagas para o ano lectivo 2012/2013.

«Já no ano passado ficaram oito mil vagas por preencher, significa que havia um excesso de oferta. O país tem que adequar a oferta à procura e acho que temos que olhar para o ensino superior e fazer alguma coisa por ele, que na minha óptica é grande demais», afirmou Marques dos Santos.

Falando à margem de uma visita que ontem de manhã realizou a algumas actividades da Universidade Júnior, o reitor afirmou ser «positivo o decréscimo de vagas» este ano.

«Entendemos que a nível nacional era necessário fazer uma correcção, ainda bem que as próprias entidades começam a fazê-lo», disse.

As candidaturas à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público para o ano lectivo de 2012-2013 começaram na segunda-feira, estando disponíveis vagas para 52.298 novos alunos.

As candidaturas são apresentadas online, no site da Direcção-geral do Ensino Superior (www.dges.mctes.pt), e registam menos 1.202 vagas do que no ano lectivo 2011/2012.

Segundo a Direcção-geral do Ensino Superior, esta redução do número de vagas «é inferior ao número de vagas que sobraram (7.884) no concurso» para o ano lectivo 2011/2012.

Marques dos Santos salientou, porém, que, na Universidade do Porto, o número de vagas manteve-se face ao ano lectivo anterior: 4.160 lugares.

Processo de Bolonha 'é fundamental', diz reitor da Universidade do Porto
O reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos, afirmou hoje que a declaração de Bolonha «é fundamental» e quem a ataca «não sabe do que está a falar, não a conhece e não a estudou».

Com o processo de Bolonha, disse, é possível «remediar mais cedo» um erro de escolha de um curso superior, porque o estudante «pode encontrar outro caminho».

A declaração de Bolonha «veio permitir que a mobilidade ponha em primeiro lugar o estudante, a pessoa, a sua capacidade, e não o curso que fez pela primeira vez, que lhe pôs na testa um carimbo e depois estava tramado, não podia mais fugir dessa linha», afirmou Marques dos Santos.

 
Partilhar:  Partilhar no Facebook Partilhar no Twitter Partilhar no LinkedIn Partilhar no Google+ Partilhar por e-mail