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Dirigentes definem prioridades para o próximo ano letivo
Cabra.net   
12 June 2012
Nos próximos dias 15, 16 e 17 os dirigentes associativos reúnem-se no último encontro nacional de direções associativas (ENDA) do ano letivo, que vai ter lugar em Viseu. Em cima da mesa vão estar em discussão ação social, emprego: direito do trabalho e trabalhador estudante, qualidade e avaliação no ensino superior (ES): sistemas internos de qualidade e avaliação docente.

A nível da ação social o assunto premente a discutir será o novo regulamento de atribuição de bolsas. "Pelas informações que tenho, o regulamento vai estar disponível antes do ENDA e a discussão vai centrar-se muito nessa questão", revela o presidente da direção-geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), Ricardo Morgado. Também o presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro, Tiago Alves, considera que a discussão se vai centrar nessa questão. "Vamos fazer uma análise daquilo que foram os dados este ano, mas também discutir possíveis alterações ao novo regulamento, pois existem associações que têm uma visão de alteração global e outras pensam que deve ser uma alteração mais pontual". No seguimento das reuniões parlamentares que os dirigentes têm tido com a tutela, o presidente da Associação Académica de Lisboa (AAL), Carlos Veiga, acredita que o regulamento "não vai ser alterado na sua génese, mantendo-se como está, apenas com pequenas alterações".

Quanto à questão da empregabilidade, a discussão vai passar, de acordo com o presidente da DG/AAC, "por perceber se o código de trabalho deveria ser mais ou menos flexível, se é um entrave à entrada dos jovens no mercado de trabalho ou se poderia ser uma melhor ferramenta para a juventude". Neste ponto vai ser ainda discutido o programa "Impulso Jovem", recentemente apresentado pelo governo, que consiste num pacote de medidas no valor de 344 milhões de euros com o intuito de beneficiar cerca de 90 mil jovens através da criação de estágios profissionais, apoios à contratação e ao investimento.

No que toca à qualidade e avaliação o debate vai centrar-se na "forma como é que a qualidade pode ser ou não medida e como é que pode ser tornada pública, de maneira a auxiliar as instituições a fazerem alterações à sua forma de funcionamento e aos seus cursos", revela Morgado. O dirigente ressalva ainda que esta questão é também importante para os estudantes, uma vez que os auxilia na escolha de uma instituição. "O ponto da qualidade e avaliação é uma forma de garantirmos a qualidade do ensino e das instituições, pois o sistema de avaliação de docentes tem estado no escuro e varia de instituição para instituição", complementa Carlos Veiga.

Hoje ao final da tarde os dirigentes associativos vão reunir com o conselho de reitores das universidades portuguesas para discutir principalmente ação social.

Segundo os dirigentes associativos, a prioridade para o ano letivo que começa em setembro vai continuar a ser a ação social. "A ação social nunca vai deixar de ser um tema e, num momento de crise, é uma temática que tem de ser ainda mais discutida", considera Tiago Alves. A opinião de Carlos Veiga vai ao encontro da de Tiago Alves: "depois de o próximo regulamento de bolsas é necessário sabermos se é exequível e se é uma garantia para que os alunos não abandonem o ES e isso sempre será uma das nossas prioridades".

Também o emprego jovem vai estar na ordem da discussão estudantil. "Perante o desemprego que se tem verificado, é importante que se debata esta problemática", afirma o presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Alto Douro e Trás-os-Montes, Sérgio Martinho. "Neste sentido, as académicas e as associações de estudantes têm feito esforços para se formar sobre o emprego jovem e em situações de emprego quer dentro do país, quer fora", acrescenta.

O presidente da AAL considera também que Bolonha não deve ser esquecida, assim como a discussão sobre a rede. "Há uma série de discussões que são prementes de ter, mas são muitas vezes ofuscadas no trabalho que fazemos por dois setores tão importantes como a ação social e a empregabilidade", considera.

Ricardo Morgado acrescenta que o intuito do movimento associativo é "manter uma postura reivindicativa e construtiva, através dos contributos que têm sido dados para tentar melhorar a situação do ES". "É essa a postura que continuaremos a ter", assevera.

 
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