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Saberes e sabores debatidos no Pólo de Chaves da UTAD
UTAD   
26 April 2012
Turismo gastronmico_em_debateO Pólo de Chaves da UTAD reuniu no seu auditório, no passado dia 18 de Abril, um conjunto de especialistas à volta da temática "Turismo e Alimentação", no âmbito do III TURCHAVES, organizado pelo 1º Ciclo do Curso de Turismo. Na mesa de abertura estavam presentes, entre outros, o Vice-presidente da Câmara Municipal, António Cabeleira, Nuno Ferreira (da Entidade Regional Turismo do Porto e Norte de Portugal) e Alberto Baptista (em representação do Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento –CETRAD), que realçaram o potencial da região Norte, e em particular de Chaves e arredores, no domínio do turismo gastronómico.

No 1º painel, Artur Cristóvão, da UTAD, e Alexandre Rebelo, da Associação Agro-ecológica do Minho, discutiram em que medida é que turistas que degustam produtos locais provocam efeitos locais, globais ou glocais. O segundo painel foi conduzido pelas histórias de vida de Rui Paulo, chefe cozinheiro dos conhecidos restaurantes DOC e DOP, e consultor gastronómico do Vidago Palace e de Amílcar Salgado, produtor de vinho da Quinta de Arcossó (Vidago). O primeiro realçou a importância da paixão pela profissão, da dedicação ao projeto que está em desenvolvimento, do trabalho árduo, da capacidade de saber agarrar as oportunidades e da humildade perante clientes e fornecedores. O segundo sublinhou que ganhou vários prémios com as suas recentes criações enológicas, apostando na criação de algo de diferente, feito de forma "artesanal", para um nicho de mercado específico, embora altamente qualificado. Carlos Fernandes, do Instituto Politécnico de Viana, tomou estes exemplos concretos para exemplificar o "novo turista gastronómico" que está cada vez mais à procura de não só ver, fazer, aprender e divertir-se mas também em participar nos processos de elaboração. José Luis Galiana, Diretor do Basque Culinary Center da Universidade de Mondragón no País Basco explicou como o governo espanhol se apercebeu da importância da gastronomia para a economia do país e subsidiou a criação de uma escola onde, desde o ano passado, estão a ser formados licenciados em ciências gastronómicas que possam dar ainda mais valor aos chefes cozinheiros, que hoje em dia se tornam cada vez mais figuras socialmente relevantes.

O terceiro e último painel interligou turismo gastronómico e património cultural com a educação. Francisco Sampaio, ex-presidente da ex-região de turismo do Alto Minho, e Daniela Araújo, investigadora do CETRAD e autora de uma tese sobre a construção da cultura alimentar em Chaves, apresentaram argumentos sobre o potencial da gastronomia portuguesa como património da humanidade. Paulo Sá Machado, gastrónomo ligado à região de Boticas, reforçou a necessidade de desenvolver apoios à gastronomia regional. Por fim, Paulo Vaz, da Escola de Hotelaria e Restauração do Douro, situado em Lamego, mostrou como se formam profissionais que podem ser colocados igualmente no mercado local, nacional ou internacional e que não só são bons técnicos como também pessoas com uma cultura geral que sabem valorizar o papel da gastronomia no turismo.

Xerardo Pereiro encerrou o encontro prometendo um IV TURCHAVES para o ano e agradecendo os apoios dos centros de Investigação CETRAD e CEDTUR, da Câmara Municipal de Chaves, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e do Centenário do Turismo em Portugal.

 
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