|
O Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho (CEB) comemora a sua milésima publicação científica com uma sessão solene, esta segunda-feira, dia 11, às 15h, no anfiteatro B1 do campus de Gualtar, em Braga.
A cerimónia inicia com o visionamento de um vídeo e a palestra "CEB: Factos e Números", por Madalena Alves, professora do Departamento de Engenharia Biológica. De seguida, o diretor do CEB, Manuel Mota, fala sobre "A Engenharia Biológica no século XXI". Vai ser depois atribuída uma menção honrosa aos autores da milésima publicação, apresentada por Joana Azeredo e entregue pelo reitor António M. Cunha, que encerrará a sessão. Vão estar também presentes cientistas de vários laboratórios associados, em especial os mais ligados à biotecnologia.
Os mil trabalhos científicos foram publicados desde 1995 em revistas internacionais reconhecidas pelo Institute of Scientific Information (ISI). O impacto dos artigos desenvolvidos tem vindo sistematicamente a aumentar, tendo o CEB publicado no ano anterior 154 artigos, dos quais mais de 60% saíram nas melhores revistas mundiais da especialidade.
60 projetos em curso O CEB foi fundado em 1989, tendo sido integrado no sistema nacional de ciência e tecnologia no ano seguinte. A primeira avaliação internacional, em 1992, resultou na classificação de Muito Bom; dez anos seria re-avaliado como centro de Excelência. Em 2005 tornou-se um dos cinco centros fundadores do Laboratório Associado IBB – Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia, um dos maiores em Portugal.
O CEB tem 82 investigadores doutorados, sendo 24 deles docentes na UMinho, e está dividido em três áreas: Biotecnologia Ambiental; Biotecnologia Industrial e Alimentar; Biotecnologia na Saúde. Possui sete grupos de investigação, que trabalham em 17 laboratórios, três salas de apoio e uma oficina técnica. Daqui já surgiram nove spin-offs/start-ups: Vinália, Simbiente, Ambisys, SilicoLife, Biotempo, Biomode, Mycotec Labs, Fermentum e Castro, Pinto & Costa.
Os investigadores do CEB já receberam os prémios Lettinga, MIT Educational Innovation, BES Inovação, FCT Estímulo à Excelência, Prémio Nacional de Inovação Ambiental, Seeds of Science, Atreve-te, entre outros. Transformar a gordura em luz, desenvolver embalagens comestíveis, identificar a proteína do leite que combate o cancro, reutilizar o fósforo ou criar ovos estrelados instantâneos são algumas das investigações mais conhecidas. Dos 60 projetos em curso, 40% são financiados a nível internacional e 30% têm parceiros industriais.
Ver Vídeo |